25, março de 2017
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Prefeitura instala placas indicativas para o carmelo Santa Face e Pio XII

Prefeitura instala placas indicativas para o carmelo Santa Face e Pio XII

A Prefeitura Municipal da Estância Turística de Tremembé começou essa semana a instalação de placas indicativas para o Carmelo Santa Face e Pio XII. O principal objetivo dessa ação é oferecer uma referência aos visitantes e aos próprios moradores do município.

Inicialmente estão sendo fixadas 10 placas em diferentes lugares do município.As placas contém a imagem da Madre Carminha e uma seta indicativa, levando o visitante na direção do Carmelo.

Para a secretária municipal de cultura, Marcela Tupinambá, é louvável essa iniciativa do prefeito Marcelo Vaqueli que busca valorizar a história da Madre Carminha de Tremembé, por consequência, um ponto turístico importante da cidade. “Carminha de Tremembé tem uma história belíssima que merece ser potencializada cada vez mais. Agora as pessoas que vem de outros municípios ou estados terão uma referência para conhecer o Carmelo. Isso é importante não somente para os turistas, mas principalmente para que a população conheça um pouco mais a história da Madre”, frisou a secretária.

Histórico do Carmelo da Santa Face e Pio XII

O Carmelo da Santa Face e Pio XII foi fundado no dia 7 de setembro de 1955.

As seis primeiras irmãs são provenientes do Carmelo São José, na cidade do Rio de Janeiro.

A Serva de Deus Maria do Carmo e Madre Antonieta Maria, as duas fundadoras do Carmelo, recebem a licença para a Fundação no dia 24.08.1953. Surge, então, o primeiro e grande benfeitor: Sr. Antônio Bordallo que muito colaborou tanto na subsistência das Irmãs como com objetos sacros e móveis para o novo mosteiro…

Na terra do Bom Jesus – 07.09.1955

Partem as seis irmãs, trazendo consigo uma candidata – hoje Nossa Irmã Maria Ismênia. O sacrifício é grande, mas o Senhor merece. Não podem descer em Taubaté – SP e ir à Catedral como fora programado. Vão direto a Tremembé, pequena localidade turística da Diocese, dedicada ao Senhor Bom Jesus.

Providência que tudo dispõe

A princípio a primeira sede seria provisória. Iriam para Taubaté, num terreno cedido pela Cúria Diocesana. O Senhor dispôs o contrário. O novo Prefeito eleito, Sr Américo Queiroz doou à comunidade o terreno amplo para a construção em Tremembé. Com as licenças devidas, a primeira pedra é lançada a 8 de dezembro de 1955, às 18 horas em presença das seis Irmãs. Dom Francisco assina o documento e inicia-se a obra.

Em 07 de dezembro1957 é transladada a Comunidade, em procissão. O auxílio divino, a dedicação dos benfeitores, das Fundadoras e da pequena Comunidade ergueu rapidamente o novo Mosteiro. Deus seja louvado para sempre!

A Capela é inaugurada em 02 de julho de 1960. Neste período, as obras do Mosteiro já estavam quase concluídas.

Em 12 de setembro de 1961, Madre Maria do Carmo passa o governo da casa à Madre Antonieta Maria. Carminha fica com a formação do noviciado, ajudando a dirigir o final da construção.

A construção terminou, afinal, em 1962.

A Madre Maria do Carmo repousa no Senhor, a 13 de julho de 1966.

Um ano após, o Carmelo de Tremembé foi escolhido como local para o Encontro de Monjas Carmelitas de todo o Brasil, realizado de 16 a 26 de julho.

Tudo ia bem até então… mas, para que as boas obras dêem frutos, é necessário que sejam provadas. O terreno onde o Carmelo foi construído, às margens do Rio Paraíba, era uma região úmida, com tendência à erosão. Dezessete anos após a Fundação, o muro estava prestes a cair e a transladação da comunidade era a melhor solução, já que era desejo de Nosso Reverendo Padre Geral, que por aquele tempo não se fundassem novos Mosteiros. Decidiu-se que suprimiriam o Mosteiro em Tremembé e a comunidade iria para a Mairinque-SP.

Em 14 de julho de 1972 foi feita a exumação dos restos mortais de Madre Maria do Carmo, e constatou-se que seu corpo estava incorrupto. Toda a cidade se uniu em oração, pedindo à Madre Carminha que seu corpo não fosse retirado do local. Em 23 de janeiro de 1974, as Irmãs optam pela divisão da comunidade, indo metade para a cidade de Mairinque e a outra ficando em Tremembé.

Em 1974 as obras de reestruturação do Mosteiro se iniciam, graças a Divina Providência.

Comunidade atual

Nossa comunidade hoje, conta com 22 membros, entre os quais: 16 professas solenes, 6 irmãs no noviciado. Nossa vida é permeada de momentos de vida silenciosa de comunhão com Deus, e momentos de fraternidade com as Irmãs.

A vida de uma carmelita deve ser uma contínua oração, trato a sós com Deus que nos ama. Nossa Santa Madre Teresa de Jesus, uniu na vida das carmelitas descalças um ideal contemplativo vivendo com perfeição os conselhos evangélicos.

O dia-a-dia da Comunidade

04h30min h – Despertar
5 h – Oração das Laudes
05h30min às 06h30minh – Oração Mental
7:00 – Santa Missa
07h45min – Café
8h às 10h40min – Trabalho
10h45min – Oração da Hora Sexta e Exame de consciência
11h – Almoço
12h às 12h55min – Recreação
13h às 13h55min – Repouso
14h – Oração da Hora Nona
14h10min às 15h – Leitura Espiritual para as irmãs professas e instrução para o Noviciado
15h às 16h25min – Horário Livre
16h30min – Oração das Vésperas
17h às 18h – Oração Mental
18h – Jantar
19h – Recreação
20h – Oração das Completas e Ofício de Leituras

Um pouco da vida das Carmelitas Descalças

A vocação da Carmelita é um compromisso de “viver em obséquio de Jesus Cristo; meditando dia e noite na lei do Senhor e velando em oração”.

As origens da Ordem, o título da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo” e as antigas tradições espirituais demonstram a índole mariana e bíblica da vocação carmelitana. Maria é o modelo e ideal de consagração e união com Cristo.

Apostolado próprio das Carmelitas Descalças

A vocação das Carmelitas Descalças é essencialmente eclesial e apostólica. O apostolado a que Santa Teresa quis que se dedicassem suas filhas é puramente contemplativo e consiste na oração e na imolação com e pela Igreja, excluindo qualquer forma de apostolado ativo.

Unidas à intercessão e ao sacrifício de Cristo, oferecendo-se todas juntas a Deus, completam aquilo que falta à Paixão do Senhor em favor de Seu Corpo Místico (cf. Cl 1,24). Deste modo, abrem-se à ação do Espírito, que guia e vivifica a Igreja.