14, novembro de 2019
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Plano de Mobilidade Urbana de Tremembé: pesquisa de campo começa nesta quinta-feira (20) no Retiro Feliz

Plano de Mobilidade Urbana de Tremembé: pesquisa de campo começa nesta quinta-feira (20) no Retiro Feliz

Começa amanhã (20) a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana de Tremembé. E, a primeira etapa será a de pesquisa domiciliar. Pesquisadores irão percorrer todos os dias da semana, em 14 localidades da área urbana e zona rural da cidade, aplicando um questionário. Serão entrevistados 528 domicílios. O primeiro bairro visitado será o Retiro Feliz.

Serão feitas algumas perguntas que visam conhecer a rotina de mobilidade dos moradores. Serão levantadas as características socioeconômicas dos moradores, que visa traçar o perfil de deslocamento adotado pelas famílias de acordo com sua posição econômica. O chefe domiciliar deve dar sua opinião sobre a mobilidade urbana, sobre o sistema de transporte público e os modais que utiliza para se locomover (ônibus, carro, moto, bicicleta, a pé). Será perguntado também sobre todos os deslocamentos feitos por todos os integrantes do grupo familiar no dia anterior. Exemplo, como foi até o trabalho, quanto tempo levou; como foi almoçar; como retornou pra casa; o que utiliza para ir para a escola, academia.

“Essa pesquisa vai nos dar o índice de mobilidade urbana de Tremembé, as origens e os destinos dos moradores, tempo gasto para se locomoverem, recursos financeiros gastos com deslocamento, horários de maior dificuldade de locomoção, meios de transporte utilizado, situação das calçadas, ruas e ciclovias. Enfim, é algo bem amplo e completo”, conta o Secretário de Planejamento Urbano Clóvis Cunha.

Lembamos que os pesquisadores estarão devidamente uniformizados e identificados com um crachá. Qualquer dúvida entre em contato pelo telefone 3607-1025.

Perguntas e resposta que vão te ajudar a entender a importância do Plano de Mobilidade para nosso município.

  • O PLANO DE MOBILIDADE URBANA é obrigatório? Em janeiro de 2012 foi sancionada a Lei Federal n°12.587, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, cujo objetivo é contribuir para o acesso universal à cidade, proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade, reduzir as desigualdades e promover inclusão social. Com a criação desta lei todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano de Mobilidade Urbana, privilegiando os deslocamentos não motorizados – a pé e de bicicleta – e por transporte público coletivo.
  • Quais são os objetivos do Plano de Mobilidade Urbana? O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana e deverá tratar dos serviços de transporte público, da circulação viária, da infraestrutura do sistema de mobilidade urbana, da acessibilidade, das áreas de estacionamentos, dos polos geradores de viagens, entre outros. As ações e propostas nele contidas terão foco nas pessoas, garantindo a equidade na utilização de espaços urbanos e buscando a construção de uma cidade mais humana, com melhor qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. O Plano de Mobilidade Urbana será feito para o horizonte de 10 anos, com ações de curto, médio e longo prazo, devendo ser prevista a sistemática de avaliação, revisão e atualização periódica.
  • Quais são as etapas do PLANO DE MOBILIDADE URBANA? As grandes etapas que marcam a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana são: (1) diagnóstico; (2) propostas e (3) elaboração da minuta de projeto de lei. Para traçar o diagnóstico do município é necessário conhecer a realidade e, por isso, serão necessárias diversas pesquisas envolvendo a população: pesquisa origem/destino com os munícipes nos seus domicílios; pesquisas em pontos de interesse, como fábricas, comércio, Mercado Municipal e Prefeitura; pesquisa de contagem volumétrica classificada. Além disso, serão realizadas oficinas em regiões da cidade, onde serão levantados problemas atuais e propostas para o município. Tudo isso servirá de base para a elaboração das propostas e para a fase final de elaboração do projeto de lei. Ao final desse processo será realizada uma audiência pública para apresentação e aprovação da proposta pela população.
  • Quais são as conseqüências para o município que não tiver Plano de Mobilidade Urbana? O Plano de Mobilidade Urbana deve ser feito por exigência de Lei Federal, sendo o Ministério das Cidades o responsável por esse assunto. A sua não elaboração impede o município de receber recursos orçamentários federais para contratação de projetos, obras e serviços destinados à mobilidade urbana, como recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros do Governo Federal.

Assim como a Prefeitura da Estância Turística de Tremembé tem a responsabilidade de atender a Legislação Federal, os cidadãos têm o direito e o dever de se envolver nesse processo, possibilitando a melhoria da qualidade de vida de forma sustentável e trazendo cada vez mais investimentos à nossa cidade.

 

 

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